Lançamentos e Entrevistas
Lançamentos e Entrevistas
Ao longo dos anos, meus livros encontraram leitores em diferentes lugares e momentos.
Lançamentos, entrevistas, encontros e conversas sobre literatura fazem parte dessa caminhada que nasceu do desejo de transformar experiências, pensamentos e sentimentos em palavras.
Aqui reúno alguns desses momentos: registros de lançamentos, entrevistas, encontros e outras lembranças da minha vida como escritora.
São imagens e histórias de uma trajetória construída livro a livro, palavra por palavra, encontro após encontro.
Vozes Sobre a Obra da Autora
Palavras de escritores , artistas e personalidades que encontraram significado em minhas obras.
“Ao escrever ‘A poesia está morrendo em mim/ o sonho está morrendo em mim’, Wanda Alves está sendo atriz, ‘representando’, fingindo, mentindo, vivendo um personagem, num palco solitário de lápis e papel. Sabem por quê? Porque nem a poesia, nem o sonho estão mortos para ela que, felizmente, continua criando com o material da emoção, do sentimento, da solidão, do mistério, reciclando e contando com sua sensibilidade e eterna história do ser humano.
Como todo artista que se preze, usa as artes do ilusionismo, da mágica, na forma de sua bela e sincera escrita.
Como um rosto tão bonito, ensolarado e brasileiro pode falar com tanto conhecimento da solidão, do abandono, da ausência, do inexplicável, da paixão e da dor?
Nenhuma ciência pode analisar a massa de que são feitos os artistas e os poetas, esses estranhos e imprecisos sábios e pensadores que constroem, embelezam e modificam o mundo. Wanda Alves é feita dessa massa, rara, bela e preciosa".
Naum Alves de Souza - (IN memorian)
(Dramaturgo, diretor, cenógrafo, figurinista, e artista plástico)
“Wanda pouco se atém a fatos. Os fatos pouco importam para ela.
Prefere mergulhar nos sentimentos dos fatos. O que torna sua poesia toda prânica e melíflua.
Vemos luzes, sombras e beleza. Vemos sua alma.
Percebemos que sua escrita não tem limites, é algo diáfano.
Seus versos com tudo e com todos se identifica.
Um jeito de ver a vida fluir, deixando a dor passar, deixando o amor passar, e dor de novo e
amor de novo até tornar as emoções mais brandas, suaves e suportáveis”.
Fátima Guedes
(Cantora e Compositora)
“Se eu quisesse caracterizar a Escola de pintura a que, sem procurá-la, filiou-se Wanda Alves, tentaria vivenciar as imagens, a neblina inconsistente, as fadas, os fantasmas, de todas as horas em que Wanda escreve – não escreve – pinta!
As sombras claro-escuro da corrente Impressionista.
É uma poesia pura, abstrata, indefinida, em que o verso é apenas o esporádico e, ao mesmo tempo, evocativa e perscrutadora de um mundo interior que se oferece e se nega ao mesmo tempo ao nosso contato e convívio.
São as aspirações como os quadros de Monet, enamorados coma “paixão da luz”, ou as telas de Renoir com os “luares crepusculares” ou os “noturnos” que acendem a melancolia dos convites da noite para visões fantasmagóricas.
Por tudo isso, tu leitor amigo, vais amar a solidão de Wanda e terás o presente régio de seus poemas-vida. Irás amar essa alma que cultiva o claro-escuro da solidão, mesmo quando busca a sua companhia, e quando, mesmo sem o querer sem o saber, nos impressiona tanto e tão profundamente”.
Clóvis Natalini de Oliveira
(Professor, Poeta e Filósofo) - (in memorian)
"Dizem os sábios que deveríamos ler ao menos uma poesia todos os dias, de preferência pela manhã, ao despertarmos.
Dessa forma, poderíamos ter nossas mentes invadidas por alguns versos que supostamente velariam nossos sonos ao repousarem em um belo livro em nossas cabeceiras.
Infelizmente isso não ocorre para a maioria de nós. Alegamos falta de tempo, de vontade, de conhecimento, de tranquilidade ou excesso de afazeres. São os filhos, o marido, os trabalhos extras, a necessidade de ver os noticiários logo pela manhã e por aí vai uma série de desculpas, que se enfileiram na relação de abandono que estamos com a poesia no nosso dia-a-dia.
Ler os poemas de Wanda Alves, um pouco a cada manhã nessa última semana, pude constatar que os sábios estão cobertos de razão.
Seus versos me fizeram experimentar os mais variados e profundos sentimentos.
Cada um deles me fez abrir o “escaninho da alma” no exercício mágico de viver e/ou reviver a exuberância de emoções tão humanas contidas na paixão, no amor, na dor, na generosidade, na fé, na liberdade, na devoção, na contradição, na aflição, na inquietação, na angústia, na comunhão, no sagrado, no Divino.
Os poemas de Wanda Alves nos convidam a esse encontro terapêutico e sublime entre a poesia e o nosso caminhar. Um encontro que desperta a opulência de nossos afetos, do amor e da vida reprimidos, capaz de amenizar a “aridez” constante de nossos dias tão modernos e tão carentes de brandura, doçura e leveza.
Ana Beatriz B. Silva
(Psiquiatra e escritora)
(Autora dos best sellers: “Mentes & Manias”, “Mentes Inquietas”, “Mentes com medo” e etc.)
“Wanda Alves é excelente atriz porque ficou conhecida primeiro nesta arte. Mas aí a gente vê sua poesia: é forte, veemente, cheia de belas imagens.
É bom quando a arte sai pelos poros, como no caso de Wanda. Melhor ainda quando é numa pessoa tão bonita, meio camaleoa… às vezes ela parece que saiu do sertão, o cabelão solto, tão linda, tão agreste; outro dia pode-se jurar que é uma bailarina hindu; gestos leves, delicados, olhar meio de lado.
Só tem uma coisa em Wanda que não combina: a tristeza que ela não merece. E que vai evaporar de sua poesia mais de grito sufocado do que verdadeiramente um gemido íntimo “.
Gardênia Garcia
(Poetisa e Pianista)
“Há muita harmonia nos versos de Wanda que lhe conferem um caráter feminino por excelência; fluidez na descrição de sentimento/emoção complexas, conduzem o leitor a campos, por vezes doloridos quase que embriagados com a beleza que as palavras ajudam a construir.
Sim, seus versos têm cor, cheiro e até formas!”
Ricardo Junqueira Figueiredo
(Jornalista) - (in memorian)
“O espelho que nem sempre reflete o que somos, mas, certamente, convoca nossas contradições.”
Wanda Alves nos faz um convite à “reflexão”. Os opostos, tão constantes em sua trajetória poética, nos instigam e nos fazem provar do aniquilamento ao mesmo tempo que nos arremetem aos céus.
Em seu “silêncio fecundo” há um busca interna que a faz sempre desejar o mergulho e o voo. Em seu desejo de descobrir seu “tom, seu compasso, suas nuances, seu traço”, tenta segurar o tempo na paixão e pela consciência sabe estar perdido.
Sem dúvida, as palavras e as cores são lanternas no caminho para o encontro consigo mesma. Wanda quer festejar conosco sua colheita farta e variada se sabendo “terra serena, bela, descansada”, esperando apenas nova semeadura".
Guiomar Paiva - (Poetisa)
Conhecedora da Paixão em suas inúmeras facetas, Wanda Alves perpassa mais uma de suas dimensões e permite-nos entrever um pouco mais do seu mistério.
Sua poesia representa a ruptura da corrente inexorável do tempo e seus ritmos; não se trata dos movimento de expansão e contratação do universo nem de suas expressões biológicas no corpo físico, mas da pausa assinalada por aquele instante fugaz que não é passado nem futuro, não é sístole nem diástole. É o intervalo entre a inspiração e a expiração através do qual o yogue salta da finitude para a eternidade. A Paixão que então emerge é a experiência arrebatadora do Sagrado, já afirmada anteriormente por Santa Tereza de Ávila.
É quando a Paixão que vive possibilita-se “adquirir o poder de ouvir o sussurro dos anjos e compreendê-los”.
Mais adiante, as experiências da transcendência do tempo, da aproximação entre os opostos e do encontro com o Sagrado mesclam-se na sua fala espontânea e ainda apaixonada que converge para o “desmoronamento e reconstrução”, verdadeira síntese da divindade indiana Shiva, regente do ritmo e do movimento.
Somos conduzidos pelas mãos da autora à busca da luz imorredoura. Quando chegamos naquele lugar onde a “Eternidade permanece” Wanda nos deixa e então fica a impressão do seu sorriso ao mesmo tempo suave e maroto.
Agora ela pode ser “velha e ser menina”.
Como então poderemos prosseguir?
Talvez não seja difícil: a nossa alma foi tocada!
Paulo Machado
(Psiquiatra e Escritor)
Finalmente, “Identidade” vem a público com o propósito de revelar não a identidade de uma mulher, mas da mulher, cuja voz se fez silente durante um longo período.
Wanda Alves processa, na linguagem poética, a alquimia da busca da sua/nossa identidade.
Descortina-se e entrega-se ao público, sem pudor, visando a descobrir-se e nos descobrir nesse diálogo silencioso da poesia. Afinal de quem é a voz?
Resgatando pedaços, estilhaços de um espelho que quebrou-se em mil faces, a identidade se constrói e se faz obra. Transforma a criatura em criador e a obra se modela em subjetividade criativa e se diz na sensibilidade feminina, espaço privado/singular da intimidade, da coragem de abrir baús antigos e portas, há muito fechados, e expressar suas emoções, medos, angústias, paixões, lembranças, desejos.
Desvendar esse mundo guardado é tarefa árdua. Mas Wanda "não é santa nem tampouco se quer heroína. Ela quer ser maga..." e na magia da palavra, ler a sua sorte.
…E leu: -”A cor que definiria seu caminho, que se serenizaria seu coração e adiaria a sua morte”, seria a POESIA, ponte que a ligaria ao OUTRO, à sua, à nossa Identidade, singular e plural, condensada em poemas.
Fez-se, então Wanda em versos…
Obra multifacetada, “Identidade” é pulsão de vida. É o resgate de si na simbiótica luta com Thanatos.
E saber-se múltipla, é transformar-se em cada maré, peixe com asas a “Voar… voar!”, ânsia de viver “Fêmea/Com jeito de mulher(…)”
Mariângela Borba Santos
(Mestra na Universidade do Sudoeste da Bahia)
Há escritores que registram o mundo em palavras, e há aqueles que o recriam. Wanda Alves pertence à segunda categoria. Sua escrita não é apenas expressão; é vivência, é pele, é respiro, é transgressão sábia. Não é uma leitura que se lê apressadamente, ela exige presença, entrega e audácia para sentir.
Suas palavras são portais que se abrem para quem ousa atravessá-los, para quem tem coragem de mergulhar no próprio ser. Aqui, não há verdades prontas ou caminhos óbvios. Há vertigens, há abismos, há voos, há mãos que se estendem ao leitor, convidando-o a explorar os próprios limites.
Wanda escreve como quem dança entre mundos, transitando entre o concreto e o etéreo, entre o agora e o intemporal.
Wanda nos transforma sem que percebamos.
Em cada página, algo se desloca dentro de nós. Uma verdade se revela e é despertada. É um convite, mas também é um desafio. Um chamado para atravessar as fronteiras do ser, para se deixar morrer e renascer nas palavras.
Porque, no fim, não é apenas um livro que temos em mãos. É um espelho.
Um mapa. Uma travessia.
Seja bem-vinda (o) à profundidade de Wanda Alves!
Clara A. de Sousa
(Professora e filósofa)
Lançamento na Livraria Cultura
Lançamento na Casa das Rosas
Lançamentos em São Thomé das Letras
Lançamentos em Vitória da Conquista
Feira do Livro em Poços de Caldas